terça-feira, 7 de junho de 2011

Água para Consumo Humano


Durante estes meses no Serviço de Saúde Pública de Alcochete uma das actividades que mais temos desenvolvido são as colheitas de água, referentes á água para consumo humano, água de piscina e água para utilização recreativa(praia).

«Água destinada ao consumo humano»:
a) Toda a água no seu estado original, ou após tratamento, destinada a ser bebida, a cozinhar, à preparação de alimentos ou a outros fins domésticos, independentemente da sua origem e de ser fornecida a partir de uma rede de distribuição, de um camião ou navio-cisterna, em garrafas ou outros recipientes, com ou sem fins comerciais;
b) Toda a água utilizada numa empresa da indústria alimentar para o fabrico, transformação, conservação ou comercialização de produtos ou substâncias destinados ao consumo humano, excepto quando a utilização dessa água não afecta a salubridade do género alimentício na sua forma acabada;
(Decreto-Lei n.º 243/2001.)

De acordo com o Decreto-Lei nº243/01, de 5 de Setembro, são definidas actividades decorrentes da Vigilância Sanitária da Água Destinada ao Consumo Humano (PVSACH), cujos objectivos e prioridades são:

a. Protecção da saúde das populações;
b. Identificação dos factores de risco existentes ou potenciais; 
c. Fornecimento de informação ao público utilizador e entidades competentes;
d. Manutenção permanente de uma base de dados actualizada. 

O Técnico de Saúde Ambiental deve preparar as colheitas antes de as realizar. Esta preparação está integrada no programa de vigilância sanitária água destinada ao consumo humano em curso e após a recepção do mapa de colheitas enviado pelo serviço de Engenharia Sanitária que compreende: a requisição de viatura; o conhecimento dos códigos de colheita; a verificação dos parâmetros a colher de acordo com o plano de colheitas; o levantamento, a preparação e a verificação do material de colheita tendo em conta os parâmetros a analiasar; o estabelecimento do percurso de colheita a efectuar; a higienização da mala térmica; o preenchimento da ficha de colheita e os registos a fazer no Siságua. 

Procedimento de Colheita para Água de Consumo Humano:

No momento da colheita umas das acções a efectuar é a determinação do pH e do Cloro residual livre e combinado(para consumo humano o cloro deve compreender entre 0,2-0,6). E também, o preenchimento da ficha de colheita e identificação da amostra;
  • Antes de colher a amostra, o Técnico deve lavar e desinfectar as mãos,
  • Abrir a torneira com débito máximo durante 3-5 minutos, até qua a temperatura da água permaneça constante;
  • Desinfectar o bocal da torneira; 
  • Destapar o frasco na proximidade da torneira, e só durante o tempo necessário para a colheita, enchê-lo parcialmente, em posição inclinada, sem tocar na torneira e tapá-lo imediatamente;
  • Identificar a amostra;
  • Colocar o frasco na mala térmica, e transportá-lo ao laboratório no prazo máximo aconselhável de 6 horas.


Vigilância Sanitária das Águas

Vigilância Sanitária consiste no conjunto de acções desenvolvidas com vista à avaliação da qualidade da água e à prevenção de riscos para a saúde pública, realizadas pelos serviços competentes do Ministério da Saúde, sob coordenação e responsabilidade das autoridades de saúde. (Decreto-Lei nº 236/98 de 1 de Agosto)

A Vigilância Sanitária das Águas está no âmbito de um Programa de Vigilância, na qual oTécnico de Saúde Ambiental intervém...

ÁGUA

- Vigilância Sanitária dos sistemas de abastecimento de água para consumo humano, de águas de utilização recreativa (piscinas, parques aquáticos e águas balneares,) e de águas residuais urbanas e industriais. Esta actividade inclui as vertentes Higio-sanitária e Tecnológica (acções de avaliação das condições de higiene e segurança a nível das instalações e do funcionamento e a analise das medidas de gestão), Analítica (relacionada com as acções de monitorização da qualidade da água e envolve a colheita de amostras para análise microbiológica, físico-química e outras) e epidemiológica (comparação e interpretação da informação obtida através dos programas, com recurso a dados de caracterização do estado de saúde dos utilizadores);

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vistoria aos Estabelecimentos de Ensino e Educação

Até ao momento foram realizadas seis vistorias a estabelecimentos de ensino(na zona de Alcochete, Samouco e São Francisco). A 1ªVistoria fez-se juntamente com Autoridade Sanitária Veterinária(Drª Maria João), a Autoridade de Saúde Pública (Rosa Freitas),a Técnica de Saúde Ambiental(Sónias Reis) e duas estagiárias(incluíndo eu).
Durante as vistorias, faziamos o levantamento da informação para posteriormente preencher-mos a Ficha através da página web da Direcção-Geral da Saúde.

 http://www.dgs.pt/



 No final do formulário existem dois pontos, as observações e as medidas propostas, nas quais descrevemos o que verificámos durante a vistoria.
De forma geral, todos os estabelecimentos até ao momento encontram-se em bom estado de conservação.
Muitas das medidas propostas que introduzimos no formulário estão direccionadas para a estrutura do edifíco, como por exemplo, as acessibilidades, vistos que os estabelecimentos, devem estar livres de barreiras que impeçam a sua utilização por pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente as que se desloquem em cadeiras de rodas, devendo ser-lhes facultada a possibilidade de acesso a todos os serviços de ensino, de apoio e sociais, quer no interior quer no exterior dos edifícios e renovação da areia.
Outra das medidas que colocamos estão relacionadas com as cantinas, como os registos de temperatura e a recolha da amostra do dia com data e hora.  



Avaliação das condições de Higiene, Segurança e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino

Uma das primeiras tarefas que colaborei juntamente com a Técnica de Saúde Ambiental, foi na avaliação das escolas.
É de referir que esta actividade desenvolvida pelos Técnicos de Saúde Ambiental, rege-se pela Circular Normativa nº12/DSE de 29 de Novembro de 2006. Que tem como o objectivo específico de promover um ambiente escolar seguro e saudável.
A avaliação realiza-se a todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho, na qual se faz a apreciação da sua localização, tipo de instalações e modo de funcionamento, que podem condicionar a salubridade, o conforto e a segurança e actuar, favorável ou desfavoravelmente, sobre a saúde de todos os seus utentes (alunos, docentes e restantes funcionários).
É através daqui (da direcção geral de saúde) que retiramos o formulário de Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde do Estabelecimento de Educação e Ensino. Este pretende avaliar as condições de segurança, higiene e saúde a que devem obedecer os estabelecimentos de educação e ensino, a partir de um conjunto de critérios devidamente ponderados.
está organizado em quatro grupos: o primeiro de identificação do estabelecimento e da sua população e o segundo de caracterização geral do que a escola possui. Esta informação serve para nos dar uma perspectiva global da escola. Os terceiro e quarto grupo permitem classificar, em termos de segurança, de higiene e de saúde um conjunto de condições que não devem ser observadas nas escolas, nem no meio envolvente próximo.
Grupo I: Identificação do Estabelecimento de Educação e Ensino
Este grupo tem como objectivo identificar sumariamente o estabelecimento.
Para o efeito, deverão ser registados o código da escola e se faz parte dos estabelecimentos do Ministério da Educação ou de outro sistema educativo (IPSS, cooperativa de ensino, ensino particular, etc.), o agrupamento escolar a que pertence, o nome, a morada e os contactos, o número de alunos de ambos os sexos (M) e (F) e o total, n.º de docentes, de auxiliares de acção educativa e de outros profissionais.
Grupo II: Caracterização Geral
Este grupo pretende sinalizar aquilo que o estabelecimento de educação e ensino possui, alertando e orientando a vistoria para os locais/situações mais problemáticas.
Grupo III: Segurança
A localização dos estabelecimentos de educação e ensino e respectivas instalações deverão obedecer a critérios de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada e apresentar características físicas que permitam a integração na comunidade, facilitem as condições de segurança e potenciem a utilização dos equipamentos sociais da comunidade.
Grupo IV: Higiene e Saúde
As condições gerais de higiene a serem observadas devem garantir níveis de salubridade bons, nomeadamente nos seguintes parâmetros.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Centro de Saúde de Alcochete-Saúde Pública

-Situa-se na margem sul do Estuáro do Tejo;
-O Concelho de Alcochete tem uma área de aproximadamente 128,5 km2;
-É composto por três freguesias: Alcochete, Samouco e São Francisco;
-O Centro de Saúde localiza-se próximo dos Bombeiros e da Escola Básica 2,3 El Rei D.Manuel e está em funcionamento desde 1987.
-Na Unidade de Saúde Pública em que me encontro a estagiar faz parte: a Autoridade de Saúde Pública (Rosa Freitas), a Técnica de Saúde Ambiental (Sónias Reis) e a Administrativa (Ilda Calapez).

terça-feira, 12 de abril de 2011

Enquanto Técnicos de Saúde Ambiental...

... os nossos serviços podem ser desenvolvidos nas seguintes áreas:
·  Protecção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doenças;
·  Protecção sanitária especifica e luta contra os factores de risco ligados à poluição;
·  Higiene do habitat e promoção de salubridade urbana e rural;
·  Higiene dos alimentos e dos estabelecimentos do sistema de protecção e consumo;
·  Saúde ocupacional;
·  Saúde escolar;
·  Educação para a saúde e formação.

                                                           - Decrero-Lei n.117/95 de 30 de Maio -


Objectivo...

A ideia de criar um blogue como forma de avaliação pareceu-me um pouco estranha e confusa, mas rápido demonstrou ser uma ideia inovadora e útil.
Trata-se pois, de uma nova ferramenta, que nos possibilita de uma forma geral complementar as nossas aptidões, de modo a torná-las mais dinâmicas, mais atractivas e mais interactivas.
Com a elaboração do blogue, suscitou-me curiosidade e interesse para o conhecimento, a integração e a interacção com as pessoas que possam visualizar o mesmo, na partilha de informação e busca de novas experiências.
O meu objectivo pessoal é efectuar um processo reflexivo acerca da passagem pela Unidade de Saúde Pública de Alcochete, cuja apresentação farei mais tarde, uma introspecção de tudo o que poderei passar, de todas as oportunidades que me possam ser proporcionadas, pois só assim posso acrescentar algo mais proveitoso na minha aprendizagem.