quarta-feira, 8 de junho de 2011

Captações dos sistemas de abastecimento de água

Foi realizada uma visita ás captações dos sistemas de abastecimento de água, afim de avaliar as condições de protecção das mesmas. Esta avaliação tinha como base um inquérito (estudo e caracterização das condições de protecção das origens e captações dos sistemas de abastecimento de água), onde nós durante a visita identicávamos o tipo de captação e a caracterização da zona de protecção. A visita contou com a intervenção de Sónia Reis - Técnica de Saúde Ambiental da Unidade de Saúde Publica de Alcochete, Marco Matias - Assistente Técnico no Serviço de Telegestão da Divisão de águas e Saneamento da Câmara Municipal de Alcochete e de Cátia Antunes e Cátia Pereira – estagiárias do 4ºano do Curso de Licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Beja.
Foram identificadas oito captações dos sistemas de abastecimento de água, sendo que uma delas é utilizada apenas para a agricultura (sistema de rega) e as restantes para consumo humano. As captações mencionadas estão localizadas no Distrito de Setúbal, Concelho de Alcochete e abastecem grande parte da população deste concelho.
O sistema que abastece Alcochete, São Francisco e Batel é constituído por quatro furos.
De forma geral, estes furos apresentam plataforma circundante impermeável, tubagem selada ao solo e não existe risco de entrada de água superficial.

Relativamente á zona de protecção, encontram-se todas delimitadas por vedação em bom estado de conservação, sendo esta constituída por rede metálica e muro de alvenaria
Nas proximidades das captações, a menos de 50m, não existe nenhum tipo de risco que interfira no normal funcionamento das captações e na qualidade da água, assim como, nas zonas com uma distância superior a 50m e inferior a 200m.

Ainda é importante referir que mensalmente são efectuadas recolhas de água para análise e a medição dos parâmetros relativos ao pH e cloro é realizada diariamente pela Divisão de Águas e Saneamento da Câmara de Alcochete.
Reservatórios de água/Interior dos reservatórios de água
Zona de captação delimitada por vedação/Sistema de tratamento de água

Zona de tratamento de água/Zona de captação

Água de Piscina

Segundo o Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril, na sua alínea a) do número 3 do artigo 5º, compete às autoridades de saúde “vigiar o nível sanitário dos aglomerados populacionais, dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública e determinar as medidas correctivas necessárias á defesa da saúde pública."

Este Programa de Vigilância Sanitária de Piscinas tem como objectivos:
  • A promoção da saúde e segurança dos utilizadores e trabalhadores;
  • A identificação e avaliação dos perigos e avaliação dos factores de risco;
  • A gestão dos riscos através da aplicação de medidas correctivas adaptadas a cada situação específica;
  • A informação ao público utilizador (exemplo: afixação dos resultados analíticos, obrigatoriedade do cumprimento dos preceitos higiénicos, …);
  • A cooperação activa com os gestores das piscinas numa perspectiva de melhoria contínua da qualidade da água; salubridade e segurança de infra-estruturas e espaços físicos enquanto locais de trabalho e lazer;
  • A manutenção permanente de uma base de dados actualizada, para registo de todos os dados relativos a piscinas, com as informações que constam dos questionários de avaliação das condições higio-sanitárias e de funcionamento das piscinas, boletins analíticos, livro de registo sanitário e livro de registo de ocorrências.
Até á data já realizamos colheitas  de água de piscinas, na piscina municipal, na piscina de um condominio e em jacuzzis.
A análise microbiológica de uma água de piscina implica duas colheitas, uma em profundidade para detecção de bactérias presentes em todo o volume do tanque, indicadoras de contaminação fecal, e uma superficial para detecção de bactérias patogénicas, que se acumulam no filme superficial da água,constituído por óleos e gorduras.

As acções a efectuar no momento da colheita são:
-Determinação do Cloro residual livre e combinado.
-Determinação do pH.
-Determinação da temperatura.
-Preenchimento da ficha de colheita.

Procedimento de colheita á superficie
  1. Calçar as luvas.
  2. Destapar o frasco na proximidade da água, coservando a rolha virada para baixo, sen tocar no chão.
  3. Mergulhar o frasco em posição inclinada e sem que a boca fique completamente submersa.
  4. Deslocar o frasco para a frente até o seu enchimento, de modo a captar a camada superficial e este não deverá ficar completamente cheio.
  5. Retirar o frasco, fechá-lo e indentificá-lo.
  6. Colocar o frasco em mala térmica, e transportá-lo ao laboratório no prazo máximo aconselhável de 6horas.
Procedimento de colheita em profundidade
  1. Prender as cordas aos dispositivos da armação do frasco, mantendo este dentro da caixa de protecção.
  2. Submergir o frasco a uma profundidade (cerca de meia altura da piscina).
  3. Accionar a corda de abertura do frasco.
  4. Depois de cheio fechar o frasco e retirá-lo.
  5. Identificar o frasco.
  6. Colocar o frasco em mala térmica, e transportá-lo ao laboratório no prazo máximo aconselhável de 6horas.
A colheita de amostras de água de uma piscina deve preferencialmente ser efectuada durante os períodos de máxima afluência dos banhistas, tendo os pontos de colheita que ser devidamente identificados. Salienta-se que informação sobre o número de banhistas presentes pode ser de grande utilidade na interpretação dos resultados.

Na altura da colheita deve-se efectuar, como já foi referido anteriormente:

-Uma apreciação qualitativa sobre a água do(s) tanque(s) (quanto a: cor da água, presença de turvação; presença de sólidos em suspensão; etc.);
-A medição da temperatura da água;
-A determinação do pH;
-A determinação do desinfectante total e livre utilizado.

 Os parâmetros microbiológicos a pesquisar na água da piscina, expressão dos resultados, métodos analíticos, valores de referência e periodicidade de amostragens encontram-se resumidos na tabela seguinte:

 A avaliação da amostra, da responsabilidade dos serviços locais de saúde públicos, será feita de acordo com os seguintes critérios:
-Própria para o fim a que se destina, quanto aos parâmetros analisados –
nenhum dos parâmetros microbiológicos ultrapassa os VL referidos na tabela acima.
No caso da Legionella spp, este VL é <102.
-Imprópria para o fim a que se destina – se algum dos parâmetros analisados apresentar os seguintes resultados:


Sempre que o resultado de uma análise microbiológica da água for Imprópria para o fim a que se destina, as Autoridades de Saúde deverão proceder de acordo com o seguinte:

1) Determinar o encerramento do tanque;
2) Mandar proceder a um tratamento de choque da água do tanque através da adição directa da quantidade de desinfectante suficiente para se atingir a concentração de 20 mg/L Cl2 durante 8 horas (ou 40 mg/L Cl2 durante 4 horas). 3) Efectuar no prazo mais curto possível uma nova colheita para realização de nova análise em laboratório oficial ou em laboratório de ensaios considerados como aptos pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ); 
4) Caso a nova análise confirme a má qualidade da água, a Autoridade de Saúde
manterá o encerramento da actividade ou actividades aquáticas servidas pela água imprópria, até que a mesma se encontre em condições potáveis.
  

terça-feira, 7 de junho de 2011

Água para Consumo Humano


Durante estes meses no Serviço de Saúde Pública de Alcochete uma das actividades que mais temos desenvolvido são as colheitas de água, referentes á água para consumo humano, água de piscina e água para utilização recreativa(praia).

«Água destinada ao consumo humano»:
a) Toda a água no seu estado original, ou após tratamento, destinada a ser bebida, a cozinhar, à preparação de alimentos ou a outros fins domésticos, independentemente da sua origem e de ser fornecida a partir de uma rede de distribuição, de um camião ou navio-cisterna, em garrafas ou outros recipientes, com ou sem fins comerciais;
b) Toda a água utilizada numa empresa da indústria alimentar para o fabrico, transformação, conservação ou comercialização de produtos ou substâncias destinados ao consumo humano, excepto quando a utilização dessa água não afecta a salubridade do género alimentício na sua forma acabada;
(Decreto-Lei n.º 243/2001.)

De acordo com o Decreto-Lei nº243/01, de 5 de Setembro, são definidas actividades decorrentes da Vigilância Sanitária da Água Destinada ao Consumo Humano (PVSACH), cujos objectivos e prioridades são:

a. Protecção da saúde das populações;
b. Identificação dos factores de risco existentes ou potenciais; 
c. Fornecimento de informação ao público utilizador e entidades competentes;
d. Manutenção permanente de uma base de dados actualizada. 

O Técnico de Saúde Ambiental deve preparar as colheitas antes de as realizar. Esta preparação está integrada no programa de vigilância sanitária água destinada ao consumo humano em curso e após a recepção do mapa de colheitas enviado pelo serviço de Engenharia Sanitária que compreende: a requisição de viatura; o conhecimento dos códigos de colheita; a verificação dos parâmetros a colher de acordo com o plano de colheitas; o levantamento, a preparação e a verificação do material de colheita tendo em conta os parâmetros a analiasar; o estabelecimento do percurso de colheita a efectuar; a higienização da mala térmica; o preenchimento da ficha de colheita e os registos a fazer no Siságua. 

Procedimento de Colheita para Água de Consumo Humano:

No momento da colheita umas das acções a efectuar é a determinação do pH e do Cloro residual livre e combinado(para consumo humano o cloro deve compreender entre 0,2-0,6). E também, o preenchimento da ficha de colheita e identificação da amostra;
  • Antes de colher a amostra, o Técnico deve lavar e desinfectar as mãos,
  • Abrir a torneira com débito máximo durante 3-5 minutos, até qua a temperatura da água permaneça constante;
  • Desinfectar o bocal da torneira; 
  • Destapar o frasco na proximidade da torneira, e só durante o tempo necessário para a colheita, enchê-lo parcialmente, em posição inclinada, sem tocar na torneira e tapá-lo imediatamente;
  • Identificar a amostra;
  • Colocar o frasco na mala térmica, e transportá-lo ao laboratório no prazo máximo aconselhável de 6 horas.


Vigilância Sanitária das Águas

Vigilância Sanitária consiste no conjunto de acções desenvolvidas com vista à avaliação da qualidade da água e à prevenção de riscos para a saúde pública, realizadas pelos serviços competentes do Ministério da Saúde, sob coordenação e responsabilidade das autoridades de saúde. (Decreto-Lei nº 236/98 de 1 de Agosto)

A Vigilância Sanitária das Águas está no âmbito de um Programa de Vigilância, na qual oTécnico de Saúde Ambiental intervém...

ÁGUA

- Vigilância Sanitária dos sistemas de abastecimento de água para consumo humano, de águas de utilização recreativa (piscinas, parques aquáticos e águas balneares,) e de águas residuais urbanas e industriais. Esta actividade inclui as vertentes Higio-sanitária e Tecnológica (acções de avaliação das condições de higiene e segurança a nível das instalações e do funcionamento e a analise das medidas de gestão), Analítica (relacionada com as acções de monitorização da qualidade da água e envolve a colheita de amostras para análise microbiológica, físico-química e outras) e epidemiológica (comparação e interpretação da informação obtida através dos programas, com recurso a dados de caracterização do estado de saúde dos utilizadores);

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vistoria aos Estabelecimentos de Ensino e Educação

Até ao momento foram realizadas seis vistorias a estabelecimentos de ensino(na zona de Alcochete, Samouco e São Francisco). A 1ªVistoria fez-se juntamente com Autoridade Sanitária Veterinária(Drª Maria João), a Autoridade de Saúde Pública (Rosa Freitas),a Técnica de Saúde Ambiental(Sónias Reis) e duas estagiárias(incluíndo eu).
Durante as vistorias, faziamos o levantamento da informação para posteriormente preencher-mos a Ficha através da página web da Direcção-Geral da Saúde.

 http://www.dgs.pt/



 No final do formulário existem dois pontos, as observações e as medidas propostas, nas quais descrevemos o que verificámos durante a vistoria.
De forma geral, todos os estabelecimentos até ao momento encontram-se em bom estado de conservação.
Muitas das medidas propostas que introduzimos no formulário estão direccionadas para a estrutura do edifíco, como por exemplo, as acessibilidades, vistos que os estabelecimentos, devem estar livres de barreiras que impeçam a sua utilização por pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente as que se desloquem em cadeiras de rodas, devendo ser-lhes facultada a possibilidade de acesso a todos os serviços de ensino, de apoio e sociais, quer no interior quer no exterior dos edifícios e renovação da areia.
Outra das medidas que colocamos estão relacionadas com as cantinas, como os registos de temperatura e a recolha da amostra do dia com data e hora.  



Avaliação das condições de Higiene, Segurança e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino

Uma das primeiras tarefas que colaborei juntamente com a Técnica de Saúde Ambiental, foi na avaliação das escolas.
É de referir que esta actividade desenvolvida pelos Técnicos de Saúde Ambiental, rege-se pela Circular Normativa nº12/DSE de 29 de Novembro de 2006. Que tem como o objectivo específico de promover um ambiente escolar seguro e saudável.
A avaliação realiza-se a todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho, na qual se faz a apreciação da sua localização, tipo de instalações e modo de funcionamento, que podem condicionar a salubridade, o conforto e a segurança e actuar, favorável ou desfavoravelmente, sobre a saúde de todos os seus utentes (alunos, docentes e restantes funcionários).
É através daqui (da direcção geral de saúde) que retiramos o formulário de Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde do Estabelecimento de Educação e Ensino. Este pretende avaliar as condições de segurança, higiene e saúde a que devem obedecer os estabelecimentos de educação e ensino, a partir de um conjunto de critérios devidamente ponderados.
está organizado em quatro grupos: o primeiro de identificação do estabelecimento e da sua população e o segundo de caracterização geral do que a escola possui. Esta informação serve para nos dar uma perspectiva global da escola. Os terceiro e quarto grupo permitem classificar, em termos de segurança, de higiene e de saúde um conjunto de condições que não devem ser observadas nas escolas, nem no meio envolvente próximo.
Grupo I: Identificação do Estabelecimento de Educação e Ensino
Este grupo tem como objectivo identificar sumariamente o estabelecimento.
Para o efeito, deverão ser registados o código da escola e se faz parte dos estabelecimentos do Ministério da Educação ou de outro sistema educativo (IPSS, cooperativa de ensino, ensino particular, etc.), o agrupamento escolar a que pertence, o nome, a morada e os contactos, o número de alunos de ambos os sexos (M) e (F) e o total, n.º de docentes, de auxiliares de acção educativa e de outros profissionais.
Grupo II: Caracterização Geral
Este grupo pretende sinalizar aquilo que o estabelecimento de educação e ensino possui, alertando e orientando a vistoria para os locais/situações mais problemáticas.
Grupo III: Segurança
A localização dos estabelecimentos de educação e ensino e respectivas instalações deverão obedecer a critérios de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada e apresentar características físicas que permitam a integração na comunidade, facilitem as condições de segurança e potenciem a utilização dos equipamentos sociais da comunidade.
Grupo IV: Higiene e Saúde
As condições gerais de higiene a serem observadas devem garantir níveis de salubridade bons, nomeadamente nos seguintes parâmetros.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Centro de Saúde de Alcochete-Saúde Pública

-Situa-se na margem sul do Estuáro do Tejo;
-O Concelho de Alcochete tem uma área de aproximadamente 128,5 km2;
-É composto por três freguesias: Alcochete, Samouco e São Francisco;
-O Centro de Saúde localiza-se próximo dos Bombeiros e da Escola Básica 2,3 El Rei D.Manuel e está em funcionamento desde 1987.
-Na Unidade de Saúde Pública em que me encontro a estagiar faz parte: a Autoridade de Saúde Pública (Rosa Freitas), a Técnica de Saúde Ambiental (Sónias Reis) e a Administrativa (Ilda Calapez).